O frio exige aconchego, mas isso não deve inibir que, mesmo que se tenha de andar na rua, seja colocada em causa a elegância e feminilidade.
Assim, para dias como o de hoje, enevoados e algo húmidos e traiçoeiros, sugiro que uses um vestido de malha fina, cor de cinho, a abraçar-te sem exibir, quente como um segredo bem guardado, com aquela simplicidade traiçoeira que parece calma por fora, mas vibra por dentro.
A malha tem aquele caimento suave que dança com o movimento, sem pressa. Por cima, aposta num casaco de fazenda azul-marinho fechado até onde te apetecer, rígido e elegante como uma linha escrita a régua. O contraste de cores dá-te uma aura de noite antecipada, discreta, mas cheia de presença.
Por baixo usa uma lingerie minimalista e confortável, sem dramatismos: um conjunto simples em tom nude ou borgonha, sem rendas exuberantes, só linhas lisas e limpas. Aquelas peças que quase esqueces que tens, e é assim que devem ser, cumplicidade silenciosa, nada mais.
Como acessórios, aposta nuns brincos pequenos em prata, só para captarem a luz de vez em quando. Uma malinha estruturada preta, discreta, quase severa, para equilibrar o lado mais macio do vestido. Umas meias opacas pretas, a trazer coesão e calor. Botins de salto médio; nada que grite, mas o suficiente para o teu andar ter aquele leve compasso de poesia urbana.
Ficas com um conjunto que respira inverno, mistério e intenção. Tudo está ali… mas só para quem souber olhar.
Na caixa de correio que acumula a correspondência que alimenta os meus sonhos, é normal cairem convites algo estranhos e inusitados, ditados pelo modo como a imaginação se esforça e se atira para o chão para, de algum modo, dar resposta a um anseio que só não é saudável se for reprimido. Para o mais recente, chamado Halloween, estou a deixar-me inspirar por algo deste género...
Qual é coisa qual é ela que acabou de chegar com o início do ano? Os saldos de inverno, pois claro. Essa palavrinha mágica tão amiga da nossa carteira e dos bons investimentos, de todas nós, amantes de compras, que mesmo neste período pandémico não perdemos a tentação de acrescentar ao nosso closet aquele trapinho que andamos a namorar à meses ou uma oportunidade de última hora que ajuda a enriquecer ainda mais o armário das nossas preciosidades texteis.
De facto, saldos são também a altura ideal para renovarmos o nosso guarda-roupa, investindo em peças de maior qualidade a preços bem simpáticos. No entanto, e porque sabemos que a época dos descontos costuma ser sinónimo de compras desmedidas, muitas vezes de coisas que nem necessitamos ou que alguma vez usamos, sugiro que estabeleçam sempre previamente um orçamento ou que façam previamente uma wishlist, para que se compre do modo mais racional possível. Deixo então sugestões que considero imperdíveis...
O verão virou-nos costas recentemente, apesar destes dias recentes mais soalheiros e aconchegantes e este tem sido o período ideal para revolver o closet e colocar na linha da frente do gavetório os nossos trapinhos mais quentes e adequados para a estação do ano mais fria que se aproxima a passos largos. Geralmente, essa tarefa traz consigo decisões de compra de alguns artigos que percebemos que estão em falta no nosso cardápio e que são um verdadeiro must in, no que diz respeito a tendências da moda atual.
Assim, por aquilo que tenho percebido das coleções que já espreitei, neste inverno os tons monocromáticos que costumam fazer furor nas estações mais frias e em que a natureza se apresenta menos colorida, continuam presentes, mas vão fazer-se acompanhar de uma enorme versatilidade em termos de cores. Neste inverno onde parece que tudo vale, será também obrigatório que os tecidos tenham brilho, além da tal variedade cromática. Laranja e magenta são dos tons que mais se encontram nas monstras, assim como o vermelho fogo e o azul elétrico.
A pele também é uma tendência declarada nas novas coleções, não só em casacos e saias, mas também os acessórios, mas sempre de origem sintética. Consequentemente, estampados a recordar animais, principalmente selvagens, estão também na ordem do dia. Em termos de combinação das peças e do corte, a jovialidade e a liberdade dos anos noventa, uma época marcada por algum exagero e exuberância e de onde sobressaíam jeans coloridos, blusas transparentes e vários tipos de aplicações e cores nas saias, foi inspiração para muitas coleções que combinam um estilo urbano e clássico, passando pela ganga e por peças confortáveis em tricot e malha e terminando nos padrões intemporais como o xadrez, o floral ou o já referido padrão animal.
Ah... não nos podemos esquecer das máscaras, o acessório improvável para a próxima estação e que obedece a toda esta exuberância e versatilidade. Também elas acompanham as tendências, devendo combinar com o restante look.
Que achas das novas coleções para o inverno que se aproxima? Identificas-te com alguma tendência?
Tomorrow... What about the rest?! Queres sugerir algo?
A melhor dica que eu receber até ao final da minha folga matinal, será a minha inspiração para completar o look que me irá acompanhar na azáfama que se adivinha para o meu dia de amanhã! :)
Ontem consegui finalmente um tempinho para dar uma volta pelos saldos. Não sei se partilham da minha opinião, mas desde que surgiu a nova legislação sobre esta prática comercial, parece-me haver uma maior clareza relativamente ao valor do desconto em relação ao preço inicial de cada peça e, consequentemente, uma maior facilidade de escolha e de perceção. Seja como for, confesso que ainda me aborrece entrar em certas lojas e perceber que encostam as peças em saldo num canto mais marginal, todas amontoadas, algo que cria um ambiente de uma certa marginalidade relativamente ao resto dos artigos expostos. De algum modo, essa opção, consciente ou inconscientemente, estratifica, quanto a mim, a clientela. Se calhar alguns optam por não espreitar essa parte da loja, não só porque o amontoado não é agradável à vista e atrativo, mas também porque podem ser alvo de rotulação... Lá vai a pobre para o cantinho da feira da loja.
Pessoalmente, não tenho esse complexo e não me preocupa minimamente esse tipo de pensamentos exteriores. Com a vida atarefada e preenchida que tenho, quando vou às compras, em época normal, fora dos saldos, é sempre porque tenho um alvo específico e, à partida, já sei o que vou comprar e onde. Na época de Saldos, procuro ir com tempo, deixo-me levar um pouco mais pelo impulso consumista, estabelecendo previamente um tecto orçamental, e gosto de, calmamente, remexer nesse amontoado e ser impressionada com algo inesperado, único, diferente e que me conquiste. Ontem, estas foram algumas das peças que me seduziram. E tu, como vês os saldos?
Today... What about the rest?! Queres sugerir algo?
A melhor dica que eu receber até ao final da minha folga matinal, será a minha inspiração para completar o look que me irá acompanhar na azáfama que se adivinha para o meu dia de hoje depois do almoço! :)
Malhas... confesso que não são propriamente a minha praia e que a minha pele é um pouco avessa e matreira, mas não há como fugir a elas nas tendências para a estação mais fria que está a iniciar. Aliás, na última edição da Moda Lisboa, por exemplo, foram presença constante nos desfiles, com particular destaque para as coleções apresentadas por Fendi, Michael Kors, Haider Ackermann e tantas outras, em que esta matéria-prima foi rainha.
Assim, casacos, vestidos, camisolas, sweaters, mas também os já habitué gorros, luvas e cachecois, querem-se feitos de malha no próximo inverno e, uma das grandes novidades, é que não têm de ser só em tons de branco, cinza, beije, castanho, ou preto, as cores habituais das malhas. Quanto mais coloridas e estampadas forem as peças e as malhas que uses, com destaque para o xadrez, mais de acordo com a tendência ficarás. És fã?