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My Guilty Pleasure

My Guilty Pleasure

O busílis...

Às vezes entristece-me o facto de serem poucos aqueles que entendem a necessidade que tenho de, regularmente, abandonar este casulo que por vezes me sufoca, para poder ser, mesmo que esporadicamente, uma encarnação mais assertiva e concreta do meu próprio eu. No entanto, admito que não me posso queixar em demasia porque tenho a sorte de poder partilhar todos os meus anseios sem ser recriminada e, também por isso, valorizo imenso quem sabe bem daquilo que falo e conforta-me ter a noção de estar em tão boas mãos tal conhecimento.

É intrigante tentar compreender porque razão a natureza nos oferece tantas vezes uma máscara que depois confirma-se não servir, sem que pudessemos trocá-la entre nós, nem que fosse só por breves instantes, qual cromos de uma caderneta bastante requisitada, para podermos também experimentar aquela máscara, o outro lado e, consequentemente, aquele fato que realmente nos serve e melhor se ajusta aquilo que fervilha bem no fundo do nosso âmago. E depois, quando se vê uma luz ao fundo do túnel, um simples ponto cintilante cuja perceção é mais do que suficiente para, de algum modo, colmatar com elevada eficácia estas nossas lacunas, acaba por ser difícil lidar com a pouca disponibilidade que a situação suscita, havendo dias em que tal carência se torna de certo modo insuportável, confesso... Seja como for, não deixa de ser reconfortante tal partilha.

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Hoje a minha melhor amiga faz anos.

Hoje a minha melhor amiga faz anos e, por isso, o dia vinte e sete de março não é para mim um dia qualquer ou igual a tantos outros que passam despreocupadamente pelo geralmente aborrecido calendário da minha vida, sem deixarem qualquer impressão ou marca que os torne menos indeléveis e distintos que os outros. E aquela que comemora hoje mais uma primavera, além de ser a minha melhor amiga é, também, a minha única verdadeira amiga, razão pela qual não posso deixar de homenageá-la publicamente neste dia tão especial.

Além de mãe e esposa dedicada, ela é uma profissional excelente, apesar de subvalorizada no seu ramo e tem um bom gosto extraordinário relativamente a muitas coisas com as quais me identifico particularmente, não só relacionadas com moda, mas também com futebol e culinária, ou arte e literatura, por exemplo. Ela moldou, pacientemente e ao longo de vários anos, aquelas que são algumas das minhas características essenciais e definiu, com paciência e arte, não só muito do meu estilo como grande parte da minha personalidade.

Ela é, claramente, o verdadeiro paradigma daquilo que deve ser, na minha opinião, uma mulher ativa, moderna e bem sucedida e continua a funcionar para mim como uma espécie de modelo, mesmo nas situações em que, por força das nossas diferenças, parecemos ter modos de pensar e de ser completamente opostos.

Parabéns, querida amiga! Que os anos continuem a passar por ti com essa ligeireza habitual e que sejam sempre contados com o sorriso no rosto que tão bem te carateriza. Que esse brilho no olhar que nunca te larga, mesmos nos instantes mais melancólicos e contemplativos, também nunca desvaneça. Que os teus anos futuros continuem a ser anos felizes e vividos em plenitude, páginas que vão-se fechando e abrindo como uma leve e delicada brisa que em vez de te desgastar, apenas molda e aperfeiçoa tudo aquilo que guardas dentro de ti e que faz de ti uma das pessoas mais bonitas à face da terra.

Obrigada por tudo, minha melhor amiga!

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Uma amizade com sentido.

Tão cedo não me vou esquecer daquele dia em que ela notou que eu estava apática e triste e resolveu fazer algo para alterar esse meu estado de espírito muito pouco recomendável. Começou por questionar os meus motivos e, já devidamente esclarecida, teve a feliz ideia de me confidenciar que o calor afinal iria continuar por mais uns dias. Assim, sugeriu-me que no dia seguinte levasse à rua um top de cetim conjugado com uns apliques em renda e um fio corrente prateado. Depois, que apanhasse o cabelo com um rabo de cavalo bem esticadinho e adornasse tudo com aquela saia lápis verde escura até ao joelho com racha atrás bem curta que raramente uso mas que ela tão bem conhece e as sandálias prateadas que conjugo sempre com o fio. Ela achava que seria o look perfeito para ir comer um gelado a uma esplanada no fim do trabalho, algo que não estava nos meus planos, mas que em boa hora acabei por fazer porque ainda agora estremeço com a furtiva e fugaz troca de olhares que lá protagonizei...

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