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My Guilty Pleasure

My Guilty Pleasure

Incursão aos saldos.

Ontem consegui finalmente um tempinho para dar uma volta pelos saldos. Não sei se partilham da minha opinião, mas desde que surgiu a nova legislação sobre esta prática comercial, parece-me haver uma maior clareza relativamente ao valor do desconto em relação ao preço inicial de cada peça e, consequentemente, uma maior facilidade de escolha e de perceção. Seja como for, confesso que ainda me aborrece entrar em certas lojas e perceber que encostam as peças em saldo num canto mais marginal, todas amontoadas, algo que cria um ambiente de uma certa marginalidade relativamente ao resto dos artigos expostos. De algum modo, essa opção, consciente ou inconscientemente, estratifica, quanto a mim, a clientela. Se calhar alguns optam por não espreitar essa parte da loja, não só porque o amontoado não é agradável à vista e atrativo, mas também porque podem ser alvo de rotulação... Lá vai a pobre para o cantinho da feira da loja.

Pessoalmente, não tenho esse complexo e não me preocupa minimamente esse tipo de pensamentos exteriores. Com a vida atarefada e preenchida que tenho, quando vou às compras, em época normal, fora dos saldos, é sempre porque tenho um alvo específico e, à partida, já sei o que vou comprar e onde. Na época de Saldos, procuro ir com tempo, deixo-me levar um pouco mais pelo impulso consumista, estabelecendo previamente um tecto orçamental, e gosto de, calmamente, remexer nesse amontoado e ser impressionada com algo inesperado, único, diferente e que me conquiste. Ontem, estas foram algumas das peças que me seduziram. E tu, como vês os saldos?

Minissaia com textura - Pormenor do artigo 1

minissaia Mango

VESTIDO MIDI COM ESTAMPADO

vestido Zara

Vestido de mulher Lauren Ralph Lauren multicolor

Vestido Ralph Lauren

Blusa às riscas de mulher Gap com manga à cava

blusa GAP

Sapatilhas desportivas de mulher Pepe Jeans pretas com atacadores

Ténis Pepe Jeans

 

Tendência - Blusas com mangas volumosas

Numa época em que muitas das tendências de moda que prometem fazer sucesso neste outono e inverno já apareceram em coleções anteriores, inclusive em catálogos e passerelles de primavera e verão e numa altura em que a fronteira entre as várias estações do ano é cada vez menos estanque, algo que eu não associo à questão das alterações climáticas mas antes à cada vez maior emancipação do nosso sexo que, como seria de esperar, aumentou a temperatura global do planeta em que vivemos, uma das minhas tendências preferidas são as blusas de cetim ou de seda, mas também com tule e organza e outros tecidos delicados. São blusas e camisas cortadas em formas soltas com decotes suaves e sobreposição de diferentes tecidos e com uma aposta clara nas mangas volumosas.

Esta tendência vai de encontro aquilo que é a generalidade nos dias de hoje, mais concretamente o revivalismo de uma certa extravagância que marcou a nossa adolescência e juventude nos anos gloriosos anos oitenta e noventa. Eis algumas sugestões... Gostas desta tendência?

Imagem 1 de CAMISA ÀS BOLINHAS COM LAÇO da Zara

Imagem 1 de BLUSA DE ORGANZA COM ESTAMPADO ANIMAL da Zara

Imagem 1 de CAMISA POPELINA FOLHOS da Zara

Blusa fio metalizado - Plano médio

Resultado de imagem para tendencia de blusas outono inverno 2019

 

Ecos de um compromisso.

Dançando de passo apressado, ruborizada, desgovernada, inquieta, assustada, envergonhada e até sentida, passeio fora, numa avenida cheia de carros a apitar e de pessoas compenetradas com os seus dilemas existenciais, ao sabor de um vento que insiste em soprar com uma intensidade anormal para a época, cheguei finalmente ao ponto mais longínquo do local de partida e encostei-me áquele semáforo que teimosamente demorava, até com um certo ar de gozo, a dar-me prioridade de passagem, enquanto desconstruia na minha mente tudo aquilo que me tinha sucedido poucos minutos antes.

Era uma manhã normal de trabalho. O blazer impecavelmente pendurado no encosto do meu cadeirão aconchegava-me a leve brisa que uma janela entreaberta nas minhas costas deixava entrar para arejar um espaço humidificado por semanas inteiras de um inverno de rigores e enquanto alguns colegas riam baixinho, de telemóvel em riste, outros, com ar sério, desfolhavam vários dossiers, em busca daquela informação periclitante que os permitisse descer para o almoço com a sensação de dever cumprido. Pouco depois era informada da chegada do meu esperado segundo compromisso da manhã (o primeiro, de outro género completamente diferente e nada profissional, tinha sido ainda em casa, no meu leito, porque é nas madrugadas que o dia começa).

Descruzei as pernas, passei as mãos ao de leve para ajeitar a saia de pele preta, que terminava impecavelmente meio palmo acima do joelho, alinhei o cabelo com dois ou três dedos, firmei os calcanhares contra a palmilha do stilleto prateado e levantei-me com a minha habitual descontração, segurança e sobranceria, para me dirigir à porta do gabinete. Aí chegada, ofereci o meu melhor sorriso, sem falsas hipocrisias, verdadeiro e honesto, estendi o meu braço e ofereci a minha mão para um cumprimento formal, mas até algo caloroso, seguindo-se a já esperada mudança de direção rumo à minha secretaria onde, antes de me recostar, deixei o obrigatório convite, com outro sorriso, para que a cadeira defronte da minha, do outro lado do tampo da mesa, fosse devidamente ocupada.

A conversa demorou o tempo esperado, uma meia hora, com o maior profissionalismo possível, os assuntos tratados foram debatidos com interesse e tudo sucedeu de modo expedito, sem surpresas, com o sumo da reunião a corresponder e a superar até as expetativas iniciais de ambas as partes. No final, estando já ambos de pé, um novo cumprimento, o acompanhamento da praxe até à saída, com mais um sorriso e, no regresso, um desvio à casa de banho porque a bexiga desde a segunda metade da reunião tinha decidido, sem contemplações, dar sinais de si.

Em dois minutos a bexiga ficou aliviada e o serviço despachado na sanita branca forrada a renova de dupla folha. Levantei-me, ajeitei com um malandro abanar de ancas a cuequinha, a meia de vidro e a saia quando, de repente, ao verificar se a blusa estava bem esticada e alinhada, o universo parou de girar, os ponteiros dos relógios estagnaram e tudo parou em redor! O pânico apoderou-se de mim, fiquei a tremer descontroladamente, atónita e surpresa... Como é que foi possível que durante toda aquela reunião a minha blusa tenha estado com dois estratégicos e fulcrais botões indevidamente desabotoados?

Upssss... Ele está-me a ligar, quer reunir-se de novo comigo amanhã. Diz que considera haver alguns aspetos da proposta inicial e posteriormente aprovada que precisam de ser melhor escalpelizados e que prefere fazê-lo pessoalmente e o mais rápido possivel! Não precisava era de ser logo dois dias depois...

Lost File.

Quantas vezes ficamos desorientadas porque precisamos muito de encontrar algo que sabemos estar nossa posse mas que quando é realmente e efetivamente preciso nunca sabemos onde encontrar? Imensas, não é? Acontece a toda a gente, mas nem todas temos a coragem para o admitir. E depois, nessa demanda frenética pelo tal objeto perdido mas essencial no momento (neste caso um ficheiro), não acabamos, várias vezes, por dar de caras com algo que já nem nos lembrávamos que existia, mas que nos alegra imenso reencontrar? Aconteceu comigo ontem...

Era o dia da entrevista decisiva para aquele emprego que marcou toda a minha carreira profissional e, não tendo sido assim há tanto tempo, a verdade é que parece haver já uma eternidade (e alguns quilinhos) a separar-me desse dia que, pouco depois, percebi ter sido um dia imensamente feliz.

look b.jpg

Precalços...

Hoje foi dia de reunião com um grupo de pessoas que vinham inteirar-se de alguns pormenores vitais para a conclusão de um negócio importantíssimo. Era uma reunião decisiva para o futuro da organização que represento e foi tudo pensado ao detalhe para que nada falhasse, incluindo o meu look.

Num aparente momento de descontração e de distração, ou até de nervosismo, mesmo antes de entrar para a sala, numa rápida ida ao WC, acho que coloquei em causa vários minutos dessa preparação minuciosa para um dia que se adivinhava crucial em termos profissionais e se calhar acabei por deitar por água abaixo muitas das expetativas que tinha acerca do sucesso do evento. Bastou uma falha e aposto que ela não passou despercebida... Malditos botões... E tu, já tiveste algum precalço do género?!

unbottoned.jpg

 

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