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My Guilty Pleasure

My Guilty Pleasure

Quem Tem Brio Não Tem Frio

Gosto destes dias de Inverno onde o tempo não obedece rigorosamente ao calendário e também há luz e cor. São dias que me ajudam a preencher a alma, dias em que a brisa menos suave e mais agreste não é mais forte do que a minha vontade de calcorrear as pedras da calçada da cidade onde moro e de rodopiar sobre mim própria ou sobre todos aqueles que me mostram sorrisos quase tão belos como o céu matinal pintado pelo solstício que se aproxima.

Nestes dias em que o frio não é muito frio, adoro testar a paciência do inverno e provar que nem ele consegue entorpecer as minhas mãos quando as coloco em pala e prescruto o horizonte até onde a minha vista alcança, em busca daqueles meus sonhos que são cada vez mais inadiáveis, mas que as circunstâncias do dia a dia me têm arranjado sempre uma desculpa para os deixar guardados de lado e mortiços.

Quem tem brio não tem frio, já dizia a minha avó, descrita por algumas conterrâneas e contemporâneas como a menina mais fina, delicada e vaidosa da rua onde viveu mais de meio século. E em dias iguais aos de hoje lembro-me sempre dela e das palavras sábias dessas senhoras que insistem em encontrar em mim parecenças com ela, porque, de manhã, ao remexer no meu closet, procuro sempre a melhor forma de a homenagear.

-Avó, espero hoje ter conseguido!

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Tendência - Leather Skirt

Uma das minhas tendências atuais de eleição são as saias de couro ou de pele. Curtas, compridas, pelo joelho, plissadas, justas, efeito evasé, fluídas, pretas, coloridas, estampadas ou lisas, de certo modo vale tudo e eu gosto de (quase) tudo. Praticamente todas as grandes marcas têm lindíssimas propostas de modelos, assim como as mais acessíveis, que encontramos em qualquer centro comercial em que gostamos de desfilar esporadicamente (muitas vezes).

Estas saias acabam por ser bastante versáteis já que além de se adaptarem facilmente a qualquer ocasião, mais formal ou descontraída, também são fáceis de combinar com outras peças, feitas dos mais diversos tecidos, quer sejam tops, camisolas ou blusas, mas também com o mais variado tipo de calçado, desde o belo do salto alto, até à sapatilha mais confortável. Que achas desta tendência... és fã?

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Tendência - Blusas com mangas volumosas

Numa época em que muitas das tendências de moda que prometem fazer sucesso neste outono e inverno já apareceram em coleções anteriores, inclusive em catálogos e passerelles de primavera e verão e numa altura em que a fronteira entre as várias estações do ano é cada vez menos estanque, algo que eu não associo à questão das alterações climáticas mas antes à cada vez maior emancipação do nosso sexo que, como seria de esperar, aumentou a temperatura global do planeta em que vivemos, uma das minhas tendências preferidas são as blusas de cetim ou de seda, mas também com tule e organza e outros tecidos delicados. São blusas e camisas cortadas em formas soltas com decotes suaves e sobreposição de diferentes tecidos e com uma aposta clara nas mangas volumosas.

Esta tendência vai de encontro aquilo que é a generalidade nos dias de hoje, mais concretamente o revivalismo de uma certa extravagância que marcou a nossa adolescência e juventude nos anos gloriosos anos oitenta e noventa. Eis algumas sugestões... Gostas desta tendência?

Imagem 1 de CAMISA ÀS BOLINHAS COM LAÇO da Zara

Imagem 1 de BLUSA DE ORGANZA COM ESTAMPADO ANIMAL da Zara

Imagem 1 de CAMISA POPELINA FOLHOS da Zara

Blusa fio metalizado - Plano médio

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USB memory

É quando menos se espera que somos brindadas com algo inesperado e que nos faz reavivar memórias tão boas e que julgávamos já esquecidas. E nesta era do digital, até parece mais fácil e acessível conseguir ir a baus que fazem-nos recuar algures até a um passado, talvez assim não tão distante quanto isso, mas que por nos ter deixado tão gratas recordações, acaba por provocar em nós um forte sentimento de melancolia e desejo de entrar numa máquina do tempo até um dia bastante específico.

Portanto, se não é a memória que conscientemente resolve, em determinado momento, suscitar-nos um regresso ao passado mais ou menos claro, há eventos fortuítos que o fazem com notável nitidez e colocam-nos bem no zénite desse tal dia, nomeadamente quando se encontra uma pen USB perdida numa gaveta onde seria impensável estar guardado tal objeto. Num primeiro instante não se identifica o seu conteúdo mas, como é óbvio, não se resiste à tentação de espreitar o mesmo. Neste exercício arriscado de satisfação da curiosidade que há pouco pratiquei, acabei por encontrar alguns excertos de um dia em que realizei um dos meus maiores sonhos. Fica um desses excertos...

USB rewind - memórias de um sonho concretizado.

 

Bodies.

Uma das grandes tendências do momento continuam a ser os bodies. Além de sexys, são uma peça versátil, que fica gira com calças, saias e calções, em especial de pele ou cabedal. Se alguns dos modelos têm soutien incorporado, inclusive com aros, outros não. Pessoamente aconselho os primeiros, até por uma questão de conforto.

O uso desta peça requer alguns cuidados, para que não se caia na vulgaridade. Coordenados com as peças corretas e seleiconados cuidadosamente tendo em conta as medidas de cada uma de nós, podem ser aquele upgrade espetacular do nosso outfit, uma peça realmente diferenciadora e marcante, até porque é extremamente feminina. Atenção, por exemplo, às transparências, mas também que não sejam chutadas para canto na hora de escolher, até porque estamos a falar de uma peça despretensiosa e que apela imenso à imaginação.

Se gostas de seguir as últimas tendências, és minimamente arrojada e não tens receio de mostar o teu lado mais feminino e atraente, então esta é uma peça que não pode faltar no teu closet! Costumas usar?!

 

 

Gosto de saias.

Gosto de saias, confesso. Talvez até goste ainda mais de vestidos do que de saias, mas se me puser agora aqui a falar de vestidos, enfim... isso já seria abusar demasiado da vossa paciência e expôr-me ao ridículo de dissertar sobre uma dimensão estratosférica das coisas de que materialmente mais gosto. Falar de vestidos até se torna, às vezes, na proporção exata, algo obsessivo, confesso. Entusiasma-me de tal modo que pode, nos momentos de maior furor, fazer-me perder um pouco a razão e a noção do razoável. Mas voltando às saias, digo e repito: Gosto de saias. E gosto tanto que não percebo como há mulheres que não gostam... E não me venham com a desculpa da anca demasiado larga, ou do glúteo mal definido, da coxa bastante grossa ou da perna curta com que a mãe natureza presenteou. Nesta vida, só não há remédio para aquilo que nós sabemos...

Ao contrário do que acontece com a esmagadora maioria das mulheres, eu tenho uma dificuldade enorme de, no dia-a-dia, vestir um par de calças. E até gosto muito de jeans, por exemplo, e às vezes apetecia-me usá-los mais, principalmente os dois pares push-up que estão pendurados no meu closet, admito. E esse é um dos meus maiores pontos fracos, no que à minha apresentação diz respeito, também por causa da profissão que me obriga a algum rigor na escolha diária do meu look. Mas há outro aspeto da minha existência que justifica este gosto.

Gosto de saias, confesso. E nesse tal aspeto há dois factores que influenciam decisivamente esta constatação, óbvia para aqueles que melhor me conhecem, porque já sabem muito bem o que a casa gasta. Refiro-me, por um lado, à educação algo puritana que recebi, de uma mãe ainda mais feminina que eu, que me mostrou duas realidades distintas. De uma delas eu fugi a sete pés e procuro fazer sempre o oposto, até porque sei que se ela fosse tão livre no seu tempo como eu sou no meu, seria como eu. Refiro-me a um exacerbado conservadorismo e uma rigidez de regras e comportamentos familiares e sociais que defendiam, por exemplo, que uma senhora não pode, em circunstância alguma, distanciar-se daquilo que seriam, na gíria comum, as atitudes certas de uma mulher. A outra coisa que aprendi com a minha mãe, e essa eu procuro imitar ao máximo, quer na filosofia quer no modus operandi, foi a noção de feminilidade, geralmente levada por ela quase até ao extremo. E acaba por ser neste traço do caráter dela de que eu me apropriei com um certo deleite e com unhas e dentes, que entra este meu gosto por saias.

Hoje escolhi esta... Chegou a ser dela, da minha mãe. Foi restaurada depois de ter sido descoberta num baú da garagem juntamente com outras preciosidades e tecidos que ainda aguardam destino... E restaurei-a cuidadosamente e com amor, de certeza com o mesmo amor com que um rapaz se responsabiliza por aquele carro ou aquela motorizada antiga que foi do pai e que ele também quer um dia conduzir para o homenagear e porque ele era para si um modelo. As saias e os vestidos são os veículos que eu tenho para conduzir que a minha mãe me deixou... E sou feliz por poder dar vida a alguns!

 

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