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My Guilty Pleasure

My Guilty Pleasure

Ténue fronteira.

Não há meio de conter a minha obsessão quase incontrolável pelo gosto do detalhe exótico encaixado no meio da simplicidade, quando me visto... Aquele detalhe que altera radicalmente a imagem inicial e que define a ténue fronteira entre a vulgaridade e o pleno charme e o bom gosto!

Não é fácil encontrar muitas vezes o pormenor que provoca o balanço entre os dois opostos, sem o risco de se poder resvalar para a desnecessária excentricidade ou a mais vulgar parolice, ou então ficar numa monotonia que chateia pelo tédio e pela ausência de originalidade. E muitas vezes, o modo como cada um de nós faz as suas opções no que diz respeito a esses detalhes, acaba por ser o arquétipo daquilo que é a sua imagem de marca e que nos confere um cunho muito próprio e identitário.

Concretizando a minha toeria, pessoalmente adoro usar algo que tenha algum brilho, mesmo que não seja uma jóia cara. E tu, qual é o detalhe exótico que imprime a tua assinatura?

 

O busílis...

Às vezes entristece-me o facto de serem poucos aqueles que entendem a necessidade que tenho de, regularmente, abandonar este casulo que por vezes me sufoca, para poder ser, mesmo que esporadicamente, uma encarnação mais assertiva e concreta do meu próprio eu. No entanto, admito que não me posso queixar em demasia porque tenho a sorte de poder partilhar todos os meus anseios sem ser recriminada e, também por isso, valorizo imenso quem sabe bem daquilo que falo e conforta-me ter a noção de estar em tão boas mãos tal conhecimento.

É intrigante tentar compreender porque razão a natureza nos oferece tantas vezes uma máscara que depois confirma-se não servir, sem que pudessemos trocá-la entre nós, nem que fosse só por breves instantes, qual cromos de uma caderneta bastante requisitada, para podermos também experimentar aquela máscara, o outro lado e, consequentemente, aquele fato que realmente nos serve e melhor se ajusta aquilo que fervilha bem no fundo do nosso âmago. E depois, quando se vê uma luz ao fundo do túnel, um simples ponto cintilante cuja perceção é mais do que suficiente para, de algum modo, colmatar com elevada eficácia estas nossas lacunas, acaba por ser difícil lidar com a pouca disponibilidade que a situação suscita, havendo dias em que tal carência se torna de certo modo insuportável, confesso... Seja como for, não deixa de ser reconfortante tal partilha.

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Vício matinal.

Tenho uma enorme dificuldade em encontrar uma melhor forma de começar um longo dia de aborrecidas e intensas reuniões de trabalho sem ser com um chá relaxante e purificador, de preferência de cidreira ou camomila, os dois extratos no meu topo de preferências. Acreditem que só depois fico verdadeiramente pronta para todos os desafios que me esperam. E tu? Tens um vício matinal que te ajude a ligares o teu interruptor interior ou não precisas?!

 

A minha dança da chuva.

Ontem vi nas notícias que grande parte do nosso país ainda vive uma situação de seca e que há culturas perdidas por causa desta chuva persistente e tardia. E a verdade é que estas bruscas e constantes alterações do estado do tempo andam a deixar-me com os nervos em franja! É óbvio que há muito mais coisas importantes na vida, que a cotação do dólar face ao euro e a cotação do crude, as bombas que insistem em deflagrar no extremo oriente, a futura assembleia geral do Sporting, o envenenamento do ex-espião russo, a prisão do Lula, o funcionamento do VAR (também percebo de futebol) ou a visita do nosso presidente da república ao Egipto são assuntos bem mais relevantes do que estas constantes alterações do humor do São Pedro, mas não deixa de ser aborrecido acontecer como há dias em que uma gaja vê uns raios de sol matinais quentinhos e toca sair de casa de blusa e saia Meio Palmo Acima do Joelho de manhã e acaba por apanhar um valente banho quando vem almoçar ao meio-dia, antes de cruzar a perna ao balcão para comer uma bifana e beber uma imperial.

É preciso que continue a chover e que chova em todo o país. Aliás, apoio e subscrevo qualquer abaixo-assinado que se faça com esse propósito, já que hoje em dia é moda fazer-se abaixos assinados para tudo e mais alguma coisa. Mas para que continue a chover assim coloco desde já duas condições inegociáveis! Primeira: que não chova sábado porque tenho um compromisso very exciting e planeado há já algumas semanas a um local que só pode ser verdadeiramente usufruido com tempo quente e seco. Segunda: Que chova logo durante dois ou três dias seguidos, a partir da próxima semana, por exemplo, e em abundância, para uma gaja saber o que vestir nesses dias e as opções serem válidas ao longo de todo esse período. São Pedro, se me ouvires e me obedeceres, eu preparo uma pequenina surpresa para ti, pode ser?!

 

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