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My Guilty Pleasure

My Guilty Pleasure

This is just me...

Well, this is just me, preparing my body and my mind for a gray and really hard rainy working day...

This is just me, unhappy, absolutely lost on my thoughts and trying to find courage to put on my brown boots and go down the stairs in a day where I don't think there will be enough coffee or middle fingers to keep me alive...

 

 

Aterragem Low Cost

Recentemente tive a oportunidade de comprovar a já lendária fama de uma companhia de aviação low cost, que eu prefiro não enunciar, porque a publicidade paga-se. Essa fama está relacionada com as aterragens atribuladas com que costuma presentear os seus passageiros, transformando os aviões em verdadeiros planadores, no momento dessa manobra, com o intuito de poupar algum combustível e com claro prejuízo para o conforto físico e psíquico dos passageiros.

No entanto, poucos minutos após ter tocado o solo, sã e salva, esqueci-me rapidamente dessa chatice. Em plena zona de chegadas do aeroporto quase que choquei de frente com o responsável mais direto das sensações inebriantes descritas acima, o piloto da aeronave. Refiro-me a um belo exemplar irlandês, alto, espadaúdo, com aquela barba de meia dúzia de dias, impecavelmente fardado e com um olhar maroto absolutamente delicioso. Confesso, na verdade, que fiquei cheia de vontade de experimentar outro tipo de descolagens e aterragens com esta companhia aérea e este piloto, mas sem avião…

Quem tem brio não tem frio.

Gosto destes dias de Inverno onde o tempo não obedece rigorosamente ao calendário e também há luz e cor. São dias que me ajudam a preencher a alma, dias em que a brisa menos suave e mais agreste não é mais forte do que a minha vontade de calcorrear as pedras da calçada da cidade onde moro e de rodopiar sobre mim própria ou sobre todos aqueles que me mostram sorrisos quase tão belos como o céu matinal pintado pelo solstício que se aproxima.

Nestes dias em que o frio não é muito frio, adoro testar a paciência do inverno e provar que nem ele consegue entorpecer as minhas mãos quando as coloco em pala e prescruto o horizonte até onde a minha vista alcança, em busca daqueles meus sonhos que são cada vez mais inadiáveis, mas que as circunstâncias do dia a dia me têm arranjado sempre uma desculpa para os deixar guardados de lado e mortiços.

Quem tem brio não tem frio, já dizia a minha avó, descrita por algumas conterrâneas e contemporâneas como a menina mais fina, delicada e vaidosa da rua onde viveu mais de meio século. E em dias iguais aos de hoje lembro-me sempre dela e das palavras sábias dessas senhoras que insistem em encontrar em mim parecenças com ela, porque, de manhã, ao remexer no meu closet, procuro sempre a melhor forma de a homenagear.

-Avó, espero hoje ter conseguido!

 

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