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My Guilty Pleasure

My Guilty Pleasure

Adoro os anos vinte.

Adoro os anos vinte! Foi uma época onde reinou a loucura de viver, uma década de prosperidade e liberdade, animada pelo som das jazz-bands e pelo charme das mulheres modernas da época, que frequentavam os salões e traduziam no seu comportamento e modo de vestir o espírito da também chamada Era do Jazz. Nessa altura as carruagens dão lugar a carros possantes. É a década da influência de Hollywood na moda, a chamada American way of life e onde grandes estilistas como Coco Chanel, Jean Patou e Jacques Doucet começam a dar cartas.

Nos anos vinte libertámo-nos dos espartilhos, os vestidos ficaram mais curtos, leves e elegantes, o chapéu tornou-se um acessório obrigatório e os cabelos curtos também foram uma tendência. Adorava viver nesta época. E tu?! em que década gostarias de ter vivido?

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Red Rewind

Nunca te aconteceu andares naqueles dias atarefados de limpezas e mudanças no teu enorme e vastíssimo closet, nas trocas de roupa entre estações e na seleção de coisas que já não usas, para as levares para entrega, oferta ou reciclagem e encontrares um trapinho de que já não te lembravas mas que te deixou uma recordação especial, como se o simples facto de lhe tocar, pegar nele ou o usar novamente te fizesse reviver de novo esse instante, momento ou dia?

E se for um daqueles trapinhos que nem hoje percebes como alguma vez o usaste e desejas ardentemente que esse simples facto se mantenha um segredo bem guardado a sete chaves, apenas e só na tua mente? Isso já te aconteceu? Qual era o trapinho?

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Numa encruzilhada.

Durante um largo período da minha vida vivi algo obcecada com aquilo que todos os outros pensavam das minhas atitudes e decisões, fossem ou não chegados, familiares ou amigos. Com o tempo aprendi a construir uma espécie de dupla personalidade e hoje distancio-me cada vez mais dos que preferem a crítica gratuíta à compreensão cuidada e ouço mais atentamente os sábios conselhos de quem me é mais próximo. Mas hoje é um daqueles dias em que, de olhos no infinito, sei que não há ninguém que me valha tendo em conta o dilema que enfrento e que nem mesmo este vestido preto me salva de um desfecho cada vez mais imprevisível...

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Angel "Green" Olsen

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Angel Olsen é uma das minhas cantoras e compositoras preferidas. Uma diva do século XXI. Proporcionou-me o melhor concerto deste ano, deixando-me em carne viva com a sua voz e com canções nas quais veste o espírito de uma pregadora folk amargurada, sentindo-se nelas carne, alma, coração e tudo aquilo que parecendo cliché não deixa de se traduzir em verdadeiro.

Ela está de regresso lá para novembro com um disco de raridades e, além dos temas que já divulgou, o vestido verde que usa para o promover é qualquer coisa de...

Uma amizade com sentido.

Tão cedo não me vou esquecer daquele dia em que ela notou que eu estava apática e triste e resolveu fazer algo para alterar esse meu estado de espírito muito pouco recomendável. Começou por questionar os meus motivos e, já devidamente esclarecida, teve a feliz ideia de me confidenciar que o calor afinal iria continuar por mais uns dias. Assim, sugeriu-me que no dia seguinte levasse à rua um top de cetim conjugado com uns apliques em renda e um fio corrente prateado. Depois, que apanhasse o cabelo com um rabo de cavalo bem esticadinho e adornasse tudo com aquela saia lápis verde escura até ao joelho com racha atrás bem curta que raramente uso mas que ela tão bem conhece e as sandálias prateadas que conjugo sempre com o fio. Ela achava que seria o look perfeito para ir comer um gelado a uma esplanada no fim do trabalho, algo que não estava nos meus planos, mas que em boa hora acabei por fazer porque ainda agora estremeço com a furtiva e fugaz troca de olhares que lá protagonizei...

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A new beginning...

Olá. Adoro moda, considero-me uma sortuda por ter nascido mulher e sou apenas mais uma apenas aparentemente simples mulher, como tantas outras anónimas mulheres, umas a viverem mais de aparências que outras. Resolvi, num impulso algo inconsciente mas decidido, criar um blogue onde irei daqui em diante, algo incognitamente, refugiar-me um pouco e aproveitar para expressar livremente os meus gostos, desejos e opiniões acerca daquilo que observo diariamente ao meu redor e do que mais me apetecer. Enquanto isso, também espero, algo misteriosamente, usar e abusar da imagem fotográfica para ir revelando aos poucos sempre um pouco mais de mim, ou aquilo que me inspira e seduz.

Depois deste início, ficaste com alguma expectativa acerca de My Guilty Pleasure, ou com vontade de me perguntar alguma coisa? Fá-lo... Poderá ser uma boa maneira de começar... E já agora, espero que passes mais vezes por cá!

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