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My Guilty Pleasure

My Guilty Pleasure

Sequelas do Reveillon

Para qualquer ser humano, o início de um novo ano vem sempre atrelado com desejos eufóricos, confessões de anseios e com exercícios de interiorização, mais ou menos velada, de novas metas e motivações. Pessoalmente, aquilo que ainda me move, após as doze badaladas, é o mesmo de sempre. Ultimamente, Reveillon após Reveillon, não tenho nada a acrescentar, algo a pôr ou a tirar ao já habitual desfile das minhas pequenas verdades secretas, mas que, sendo apenas uma ou duas, são essenciais para que a minha vida seja vivida realmente em plenitude.

Não foi uma escolha pessoal minha ter nascido e crescido com determinadas caraterísticas intrínsecas ao meu eu e que não são, admito, fáceis de serem confortadas e experienciadas em plenitude, tendo em conta todas as outras circunstâncias que definem o mundo em que vivo, conscientemente e por opção própria. Quantos de nós vivemos uma vida dita normal e temos, em simultâneo, um catálogo mais ou menos vasto, de desejos reprimidos? Que mal é que isso tem?

Tenho a firme impressão, absolutamente inquietante, que à medida que os anos passam, o relógio acelera o seu passo. Essa sensação de que o tempo acelera ao mesmo tempo que ficamos menos novos, deve-se, claramente, a algo indesejável, uma combinação letal entre a rotina a que não podemos fugir, fruto da necessidade quase primária que todos temos de nos abrigar numa profissão e nos direitos e deveres que a mesma impôe para termos os meios materiais necessários ao sustento básico e o comodismo provocado, quase sempre, pelo medo.

Penso que já confessei uma vez neste espaço que cada vez acredito menos em milagres. Reforço essa certeza, com a constatação de cada vez me sentir mais só e abandonada, nos meus desejos e na eventual ajuda externa que possa vir a ter para a realização dos mesmos. Como eu gostava que esta realidade fosse diferente... Mas isso não depende só de mim, claramente. E às vezes parece tão fácil.

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Black & Silver Halloween 2023

Na caixa de correio que acumula a correspondência que alimenta os meus sonhos, é normal cairem convites algo estranhos e inusitados, ditados pelo modo como a imaginação se esforça e se atira para o chão para, de algum modo, dar resposta a um anseio que só não é saudável se for reprimido. Para o mais recente, chamado Halloween, estou a deixar-me inspirar por algo deste género...

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Royal Wedding Look

No último fim-de-semana tivemos a oportunidade de assistir a um evento no nosso país, apenas comparável à passagem pelo nosso planeta de um daqueles cometas com nomes de código com números e letras que dão um jeitaço a quem tem pouca imaginação a escolher passwords e que, de tempos a tempos, tornam-se protagonistas de abertura de telejornais e deixam a malta da astronomia, e não só, com calafrios no peito e cócegas em locais que agora não importa certamente especificar e, muito menos, tentar adivinhar.

Já agora, e fazendo um parentêsis, sempre achei o pessoal da astronomia e do espaço um bocado estranho, confesso. Principalmente desde que namorei com um fulano que era estudante de um curso da área e que, nos seus momentos de gabarolice extrema, que um belo par de olhos castanhos ampliava e quase que conseguia convencer, tinha a mania de se gabar que, só com um dedo, era capaz de me levar a galáxias distantes. Uma ou outra vez confesso que lá fiz de conta que ele estava a ser bem sucedido na sua espinhosa tarefa, mas a verdade é que tudo não passou de uma barrigada de publicidade enganosa. Como os cometas, se calhar... Dizem que têm tesouros escondidos, que está neles a salvação energética do futuro do nosso planeta, mas se calhar não passam de bolas incandescentes de poeira cósmica inconsequente.

Adiante... Voltando ao que interessa, infelizmente não fui convidada para o cagamento real, mas em sonhos estive lá, bem presente e até fui protagonista, como seria de esperar, ou não estivesse num sonho, da animação pós jantar. Nesse sonho bastante estranho, diga-se, vestia algo parecido com isto... E tu, se tivesses sido convidada, que look usarias?

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And The Winner Is?!

Decorre, por estes dias, na lindíssima cidade de Milão, mais uma edição do Milan Fashion Week. São várias as celebridades que têm brilhado nos diversos eventos do certame. Tenho dado uma vista de olhos aos looks que mais têm deslumbrado na assitência dos vários desfiles e aproveitado para dar cabo das unhas, tal é a inveja com que as roio diante de alguns trapinhos que são absolutamente fabulosos. 

Daquilo que já vi, nomeadamente ontem, pela charmosa e sensual casualidade, duas nuances com as quais me identifico imenso, gostaria de destacar o espetacular macacão que Cara Delevingne usou no desfile da Emporio Armani e o inquietante vestido amarelo que Diana Silvers fez salivar quem a viu e com ela assistia ao desfile da Prada.

And the winner is...?!

Cara Delevingne attends the Emporio Armani show during Milan Fashion Week on Sept. 21, 2023.

Cara Delevingne attends the Emporio Armani show during Milan Fashion Week on Sept. 21, 2023.

Diana Silvers attends the Prada show during Milan Fashion Week on Sept. 21, 2023.

Diana Silvers attends the Prada show during Milan Fashion Week on Sept. 21, 2023.

The (almost) Perfect Sunny Day

Parece que a natureza está, por estes dias, fortemente determinada em levantar o meu astral, mesmo que os motivos para que isso suceda continuem a não abundar. Mas como é sexta-feira e um fim-de-semana relaxado e descontraído está mesmo à porta, hoje resolvi fazer um esforço e deixei-me levar por este sol maravilhoso e cintilante que brilha em todo o seu esplendor e não quer deixar esmorecer os meus desejos, mesmo que a vontade de os vivenciar não abunde.

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Selvagem Contemporaneidade.

Às vezes, no silencioso sufoco da conturbada e estranha contemporaneidade que nos tem vindo a oferecer ultimamente, dia após dia, insaciavelmente, um lamentável espetáculo de selvajaria, destruição, egoísmo e caos, torna-se imperioso enveredar por uma espécie de fuga para a frente, no momento de sair à rua e decidir qual a melhor máscara que nos poderá ajudar a disfarçar as mágoas que nos atormentam e pelas quais não conseguimos sentir qualquer desdém. Hoje foi isso e isto que me inspirou quando abri, de par em par, o meu cada vez mais antiquado closet... 

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