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My Guilty Pleasure

My Guilty Pleasure

O frio exige aconchego.

O frio exige aconchego, mas isso não deve inibir que, mesmo que se tenha de andar na rua, seja colocada em causa a elegância e feminilidade.

Assim, para dias como o de hoje, enevoados e algo húmidos e traiçoeiros, sugiro que uses um vestido de malha fina, cor de cinho, a abraçar-te sem exibir, quente como um segredo bem guardado, com aquela simplicidade traiçoeira que parece calma por fora, mas vibra por dentro.

A malha tem aquele caimento suave que dança com o movimento, sem pressa. Por cima, aposta num casaco de fazenda azul-marinho fechado até onde te apetecer, rígido e elegante como uma linha escrita a régua. O contraste de cores dá-te uma aura de noite antecipada, discreta, mas cheia de presença.

Por baixo usa uma lingerie minimalista e confortável, sem dramatismos: um conjunto simples em tom nude ou borgonha, sem rendas exuberantes, só linhas lisas e limpas. Aquelas peças que quase esqueces que tens, e é assim que devem ser, cumplicidade silenciosa, nada mais.

Como acessórios, aposta nuns brincos pequenos em prata, só para captarem a luz de vez em quando. Uma malinha estruturada preta, discreta, quase severa, para equilibrar o lado mais macio do vestido. Umas meias opacas pretas, a trazer coesão e calor. Botins de salto médio; nada que grite, mas o suficiente para o teu andar ter aquele leve compasso de poesia urbana.

Ficas com um conjunto que respira inverno, mistério e intenção. Tudo está ali… mas só para quem souber olhar.

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imagem gerada por IA

Saias, saias e mais saias.

Com a chegada da primavera, o mundo das saias está claramente e literalmente aos nossos pés. Sejam saias lápis, que realçam a altura e sublinham a elegância natural e que, com uma blusa justa ou um body, ficam irresistivelmente sofisticadas, saias midi plissadas, que têm sempre um ar romântico e fluído e que casam bem com a leveza da silhueta, saias enviesadas (cut on the bias), que se moldam ao corpo de forma subtil e sensual, saias com cintura subida e corte A, que equilibram proporções e alongam ainda mais a figura, ou saias longas fluídas, para os dias em que o mistério pede espaço e que com uma racha estratégica, sugerem sem nunca revelar de mais, são imensas as combinações que podemos fazer, com base em cores, tecidos e até estações. Queremos criar cenas, não só looks. Por isso, para hoje deixo duas sugestões de dois looks, caso te queiras inspirar, neste caso de minissaias:

1. Almoço de negócios

Minissaia em tweed cinzento claro ou pied-de-poule, corte A, acima do joelho mas sem exageros.

Camisa branca estruturada, com gola alta ou detalhes femininos subtis (botões em madrepérola, punhos marcados).

Blazer cintado em tom escuro (preto, azul marinho ou bordeaux).

Meias opacas pretas.

Sapatos de salto médio, tipo Mary Jane ou stilettos clássicos em verniz preto.

Brincos pequenos e um relógio elegante.

2 - Saída à noite.

Minissaia acetinada preta, com ligeira racha lateral.

Body rendado em tom champanhe, com sutiã embutido e decote discreto em V.

Blazer preto fluido, usado sobre os ombros

Meias finíssimas com costura traseira, a piscar o olho ao cinema antigo.

Stilettos em verniz ou com detalhe brilhante (ponta fina, salto alto).

Batom vermelho aveludado, olhos com delineado gatinho.

Brincos longos, talvez com pérolas ou pedras translúcidas.

Elegância Profissional e Noite de Glamour.png

Hoje é um dia especial...

Hoje a minha melhor amiga faz novamente anos... É curioso porque nela, o tempo parece andar sempre para trás. Se a conhecessem, saberiam que não estou a exagerar.

Ainda há pouco a vi naquele vestido rosa que tanta azia me faz por não estar pendurado no meu closet. Seja como for, a distância que nos separa dilui-se na sinceridade dos desejos de que este dia seja para ela tão especial, como é para mim.

Com o aniversário dela, veio também a primavera. Como não podia deixar de ser...

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Sequelas do Reveillon

Para qualquer ser humano, o início de um novo ano vem sempre atrelado com desejos eufóricos, confessões de anseios e com exercícios de interiorização, mais ou menos velada, de novas metas e motivações. Pessoalmente, aquilo que ainda me move, após as doze badaladas, é o mesmo de sempre. Ultimamente, Reveillon após Reveillon, não tenho nada a acrescentar, algo a pôr ou a tirar ao já habitual desfile das minhas pequenas verdades secretas, mas que, sendo apenas uma ou duas, são essenciais para que a minha vida seja vivida realmente em plenitude.

Não foi uma escolha pessoal minha ter nascido e crescido com determinadas caraterísticas intrínsecas ao meu eu e que não são, admito, fáceis de serem confortadas e experienciadas em plenitude, tendo em conta todas as outras circunstâncias que definem o mundo em que vivo, conscientemente e por opção própria. Quantos de nós vivemos uma vida dita normal e temos, em simultâneo, um catálogo mais ou menos vasto, de desejos reprimidos? Que mal é que isso tem?

Tenho a firme impressão, absolutamente inquietante, que à medida que os anos passam, o relógio acelera o seu passo. Essa sensação de que o tempo acelera ao mesmo tempo que ficamos menos novos, deve-se, claramente, a algo indesejável, uma combinação letal entre a rotina a que não podemos fugir, fruto da necessidade quase primária que todos temos de nos abrigar numa profissão e nos direitos e deveres que a mesma impôe para termos os meios materiais necessários ao sustento básico e o comodismo provocado, quase sempre, pelo medo.

Penso que já confessei uma vez neste espaço que cada vez acredito menos em milagres. Reforço essa certeza, com a constatação de cada vez me sentir mais só e abandonada, nos meus desejos e na eventual ajuda externa que possa vir a ter para a realização dos mesmos. Como eu gostava que esta realidade fosse diferente... Mas isso não depende só de mim, claramente. E às vezes parece tão fácil.

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